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I
Itamar Wilson de Brito Moraes
Comentário · há 29 dias
Sim, cinco ou seis disparos foram efetuados, contudo, por atiradores diferentes, não foi o mesmo atirador que disparou tantas vezes.
Essa cautela é tomada nesse tipo de situação porque quando é um único atirador quem dispara, há o risco de errar ou de não conseguir neutralizar o agressor e a situação ficar muito pior.
Então mais de um tiro é disparado simultaneamente ou em sequência, a fim de se certificar que o alvo foi atingido e efetivamente neutralizado.

Não creio que houve excesso porque era uma situação de extremo perigo para as inocentes vítimas que estavam dentro do ônibus.

Porque o agressor pendurou diversos recipientes com gasolina dentro do ônibus e atou os passageiros a seus respectivos assentos.
Além disso ele portava consigo 2 litros de gasolina em coquetéis molotov e um taser.
Ou seja, tinha todos os meios de iniciar um incêndio apenas despejando esse combustível e acionando o taser para iniciar o fogo, o que poderia ceifar a vida de todos os ocupantes do veículo, caso fosse alvejado em alguma parte do corpo que não implicasse em sua neutralização total e efetiva.
Esse negócio de atirar nas pernas, no ombro ou em outro lugar não letal é muito bonito na teoria, nos livros acadêmicos e nos exemplos do Tício, Mévio e Caio que tanto ouvimos na universidade.
Na vida real, contudo, as coisas são mais cinzentas e mais difícil aferir o exato ponto de equilíbrio entre a letra fria da lei e o fervor de um momento de elevado medo e adrenalina, com tantas vidas em jogo.
I
Itamar Wilson de Brito Moraes
Comentário · mês passado
Então deixa eu te dizer que tive um caso em que a notificação não foi entregue no endereço do devedor e mesmo assim o tribunal entendeu que a constituição em mora foi válida porque a remessa da carta ao endereço do devedor é suficiente.
O próprio carteiro assinou no local do recebedor.
Um dos muitos absurdos com os quais nos deparamos diuturnamente.
I
Itamar Wilson de Brito Moraes
Comentário · mês passado
Acho temerário afirmar que o Brasil enfrenta um problema de violência contra minorias.
O Brasil enfrenta um problema de violência.
Com um índice de 60 mil homicídios ao ano, não dá para falar que um grupo é mais visado do que o outro.
Quanto aos relatórios do grupo gay da Bahia, são notórias e já bastante comentadas as falhas metodológicas dos levantamentos, uma vez que a sexualidade da vítima é o único fator utilizado para inclui-la na estatística de crime cometido contra lgbt.
Contudo, lgbts sofrem crimes pelos mais variados motivos, incluindo-se, por óbvio, também os crimes de ódio. Lgbts também são vítimas de latrocínios e de homicídios passionais, por exemplo.
Muitos lgbts são assassinados por outros lgbts em disputas por pontos de prostituição, por exemplo. Outros são vítimas de homicídios passionais, causados por outro lgbt, como foi o recente caso da menina lésbica de 14 ou 15 anos que foi morta por outra menina por ter beijado uma terceira menina.

Os lgbts merecem proteção como todos os demais seres humanos, mas não creio que sejam o grupo que "mais sofre", como afirmado no texto.
Essa violência sofrida pelos lgbts é explicada pela teoria das janelas quebradas.

A ineficácia das leis, a morosidade do judiciário e a impunidade estimulam a prática de crimes e, por via de consequência, também estimula a prática de crimes contra a comunidade lgbt.
O criminoso que agride uma pessoa lgbt o faz porque sabe que não será punido.
O criminoso que mata uma pessoa lgbt o faz porque crê na impunidade.

É imperioso que o Brasil comece responsabilizar aqueles que cometem crimes.
Eliminar a impunidade é o primeiro passo.

Quando os criminosos começarem a ir para a cadeia e esse sentimento de impunidade for eliminado da sociedade brasileira, com certeza o número de crimes praticados contra os lgbts irá diminuir.
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Itamar Wilson de Brito Moraes

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